Viagem ao Brasil – MakeMovie Prime


Olá! Chamo-me Edgar e saí do meu ninho português para ir até ao Brasil participar no MakeMovie Prime. Pela primeira vez provei farofa, folhado de banana e aprendi tanto, mas tanto sobre videografia de casamento. Muitos participantes não acreditavam que um português tinha vindo de propósito de Portugal para participar em três dias de workshops, mas além de explicar que sim, também prometi voltar.

A experiência completou-se com pessoas com tanto para ensinar, conversar e sem complexos de partilhar seja o que for. Acima de tudo somos uns privilegiados e não sabemos. Podemos conseguir elevar simples vídeos de casamento a um nível cinematográfico explorando muitas mais variáveis que tantas vezes nos esquecemos.

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Esta oportunidade serviu também para partilhar o que faço e perceber se estou no caminho que quero seguir ou não. Muitos colegas da turma de vídeo perguntaram-me quais os métodos e as formas de trabalhar o vídeo de casamento em Portugal. Que câmara você usa? Faz same day edit? Trabalha por horas ou por evento? Afinal, percebi que as temáticas entre Portugal e Brasil não têm assim tantas diferenças. Temos todos as mesmas inquietudes.

Na verdade, muitas questões assolam-nos durante o percurso que fazemos como filmmarkers e, muitas vezes, andamos todos a pensar no mesmo e a desvalorizar o que realmente importa no momento de contar uma boa história. Tomás Utillano, orador no MakeMovie Prime, destaca a importância de estarmos conscientes que o equipamento pode ser importante, mas mais do que isso devemos ser muito mais contadores de histórias do que simples filmmakers.

Três dias bem completos que percorreram temas muito relevantes para o sucesso de qualquer profissional desta área. Desde Giancarlo com a perspectiva determinante de como gerir e respeitar equipas até à atividade prática que envolveu noivos verdadeiros – em detrimento de modelos.

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A certa altura transformaram-nos em convidados de um casamento e, sem darmos por ela, estamos numa igreja preparados para assistir a uma aula prática que envolveu uma história verdadeira. Acabámos por participar numa cerimónia de um casal que está perante filmmakers e ainda assim leem os seus votos. Também na cerimónia tatuam um símbolo que no fim se repete em cada pulso — marcando o momento como se de uma aliança se tratasse.

Volto para o meu ninho português e reconheço que ninguém cresce sem alguém, ao mesmo tempo que redireciono energias para onde quero chegar. Na vida prestamos mais atenção aos símbolos que se repetem. Se tudo correr bem, esta experiência é para repetir.

 

 

One Comment

  • E ai colega outubro está quase chegando … o makie movie prime 2017 está perto … lugar de fazer boas parcerias, espero trocar uma idéia contigo… até lá !

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